Premiação do CNJ destaca conciliações no TJBA e projeto de Constelações na Justiça na Comarca de Amargosa/BA

O juiz Sami Storch recebeu uma menção honrosa do Prêmio Conciliar é Legal, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), pelo projeto “Constelações na Justiça”, desenvolvido na Comarca de Amargosa/BA. A cerimônia de premiação, dirigida pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal e do CNJ, Ministro Ricardo Lewandowski, foi realizada no dia 30 de junho de 2015, em Brasília.

É um importante reconhecimento da eficácia do direito sistêmico e das constelações familiares como instrumento de pacificação e conciliação, inclusive no âmbito judicial. A prática, que teve início no interior da Bahia, já começa a ser replicada em outros estados.

Por todo o trabalho de conciliações no âmbito estadual durante a Semana Nacional da Conciliação em 2014, o Tribunal de Justiça da Bahia recebeu o prêmio como campeão em número absoluto de conciliações, em reconhecimento pelo incentivo às práticas conciliatórias em todo o Estado da Bahia.

A Justiça da Bahia está de parabéns pelo movimento, que só acontece graças à participação engajada de tantos magistrados e servidores, assim como da comunidade.

Segue a íntegra da notícia publicada no portal do TJBA (notícia no site do TJBA):

Publicado Quarta-feira, 01 Julho 2015 16:00

TJBA é destaque em premiação do CNJ; tribunal é campeão em número de conciliações

A desembargadora Maria da Purificação da Silva recebeu a placa das mãos da conselheira Ana Maria Amarante

O juiz Sami Storch (à esquerda) também teve seu trabalho reconhecido. Ele ganhou menção honrosa do CNJ.

Ao retornar do evento, a 2ª vice-presidente do TJBA entregou a placa comemorativa ao presidente Eserval Rocha

O TJBA foi premiado pelo maior índice de composição durante a Semana Nacional de Conciliação 2014

“Foi muito significativo, uma grande satisfação em ver a Bahia numa noite de reconhecimento nacional”. Assim definiu, ainda emocionada, a 2ª vice-presidente do Tribunal de Justiça da Bahia, desembargadora Maria da Purificação da Silva, sobre a entrega da V edição do Prêmio Conciliar é Legal, realizada na da terça-feira (30/6), na sede do Conselho Nacional de Justiça, em Brasília.

O Tribunal de Justiça do Estado da Bahia foi agraciado, no âmbito da Justiça Estadual, por ter alcançado, pelo critério absoluto, o maior índice de composição durante a 9ª Semana Nacional de Conciliação, realizada no ano passado. O prêmio é concedido pelo Comitê Gestor Nacional da Conciliação do CNJ.

Em novembro de 2014, após dez dias de trabalho, o TJBA totalizou R$ 358,8 milhões e 35.785 acordos, alcançados em 51.604 audiências realizadas em todo o estado. O índice de sucesso chegou a 69%. O TJBA superou outros 26 tribunais de todo o país, incluindo os de maior estrutura.

A desembargadora, que representou o presidente Eserval Rocha, recebeu a placa das mãos da conselheira Ana Maria Amarante. A cerimônia foi dirigida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal e do CNJ, ministro Ricardo Lewandowski.

“Foi uma solenidade simples, com a presença de vários conselheiros. Uma homenagem aos tribunais que se destacaram nesse movimento feito pelo CNJ, uma forma de motivar os tribunais”, lembrou a 2ª vice-presidente que, na tarde desta quarta-feira (1º), entregou a placa comemorativa ao presidente Eserval Rocha.

Constelação
O juiz Sami Storch, titular da Vara Criminal, Júri, Execuções Penais e da Infância e Juventude de Amargosa, no Recôncavo Baiano, também recebeu o reconhecimento do CNJ; ganhou menção honrosa na categoria juiz individual pelos trabalhos desenvolvidos na comarca.

O magistrado desenvolve a técnica da Constelação Familiar para a resolução de conflitos. Desde 2006 o juiz Sami Storch ministra workshops de constelações familiares, a partir do princípio das constelações sistêmicas desenvolvido pelo terapeuta e filósofo alemão Bert Hellinger.

“O Tribunal de Justiça da Bahia tem se destacado pelo engajamento, pelo desenvolvimento desse movimento de conciliação. Temos desenvolvido boas práticas, inclusive adotadas por outros tribunais, a exemplo do Balcão de Justiça e Cidadania, ferramenta de pacificação social que promove acordos antes mesmo de os conflitos serem levados à Justiça”, diz o juiz Anderson Bastos, assessor especial da Presidência para Assuntos Institucionais.

“A Bahia tem mostrado o seu valor e está de parabéns. Para nós, é importante esse reconhecimento porque mostra que estamos no caminho certo”, conclui.

Mediação
Ao todo, 28 práticas foram homenageadas pelo Comitê Gestor do Movimento pela Conciliação do CNJ, que desde 2010 busca identificar, premiar e disseminar ações de modernização no âmbito do Poder Judiciário que estejam contribuindo para a aproximação e pacificação das partes.

Durante a sessão plenária do CNJ, realizada também na terça-feira, o ministro Lewandowski destacou a importância do prêmio “do ponto de vista moral e institucional” e aproveitou para ressaltar a aprovação da Lei da Mediação, publicada na edição do mesmo dia do Diário Oficial da União, um “marco regulatório desse meio de solução alternativo de controvérsia”.

“Combateremos o crescimento das demandas no Judiciário com conciliação, mediação e arbitragem, através do Processo Judicial Eletrônico (PJe), assim como por meio de metas e planejamento estratégico do Judiciário e das edições de súmulas vinculantes e julgamentos mais acelerados de recursos extraordinários com repercussão geral, que temos implementado no Supremo Tribunal Federal”, afirmou o ministro.

“Estamos extremamente gratos pelo esforço que todos fizeram em prol do aperfeiçoamento desse importante instrumento que, insisto em dizer, descongestiona o Judiciário mas, principalmente, pacifica o país. Tenho certeza que esse prêmio servirá de estímulo para que outros magistrados, tribunais e instituições sigam essa senda, que fará com que sejamos um país mais justo, mais fraterno e mais solidário”, completou o presidente do CNJ, em discurso para os premiados.

Cultura
Coordenador do Comitê Gestor do Movimento pela Conciliação no CNJ, o conselheiro Emmanoel Campelo lembrou que a conciliação, além de ser a política pública mais antiga do CNJ, é um trabalho que vem mudando a cultura do Judiciário e da sociedade.

“Considero a diminuição de passivo de processos uma consequência natural. O que me encanta e encanta a todos que trabalham com a conciliação é a transformação que podemos fazer na sociedade e na satisfação que a autocomposição causa ao jurisdicionado, coisa que não vemos com a decisão judicial”, afirmou Campelo.

Este ano, o Prêmio Conciliar é Legal concedeu 14 menções honrosas e premiou em 10 categorias: Prêmio Tribunal Estadual, Tribunal Regional do Trabalho, Juiz Individual; Instrutores em Mediação e Conciliação, Ensino Superior, Advocacia, Demandas Complexas ou Coletivas, Sociedade Civil e Maiores Índices na Semana Nacional de Conciliação além do Prêmio Especial de Qualidade.

O Prêmio Conciliar é Legal está alinhado à Resolução CNJ n. 125/2010, que dispõe sobre a Política Judiciária Nacional de tratamento adequado dos conflitos de interesse no âmbito do Poder Judiciário. O prêmio identifica, premia e dissemina a realização de ações e programas que, de fato, busquem alcançar a pacificação social por meio de soluções negociadas de conflito.

Texto: Ascom TJBA, com informações do CNJ / Fotos: Gil Ferreira – Agência CNJ e Nei Pinto

Sobre Sami Storch

Juiz de Direito no Estado da Bahia, atualmente em exercício na Comarca de Itabuna. Graduado na Faculdade de Direito da USP, Mestrado em Administração Pública e Governo (EAESP-FGV/SP) e Doutorando em Direito na PUC-SP, com tese em desenvolvimento sobre o tema "Direito Sistêmico: a resolução de conflitos por meio da abordagem sistêmica fenomenológica das constelações familiares". Cursei diversos cursos de formação e treinamentos em Constelações Sistêmicas Familiares e Organizacionais segundo Bert Hellinger e hoje coordeno e leciono no Curso de Pós-Graduação Hellingerschule de Direito Sistêmico pela Faculdade Innovare. Desde 2006, venho ministrando palestras e workshops de constelações familiares e obtendo altos índices de conciliações com a utilização dos princípios e técnicas das constelações sistêmicas para a resolução de conflitos na Justiça. Meu foco é a aplicação prática, no exercício das atividades judicantes, dos conhecimentos e técnicas das constelações familiares. O objetivo é utilizar a força do cargo de juiz para auxiliar na busca de soluções que não apenas terminem o processo judicial, mas que realmente resolvam os conflitos, trazendo paz ao sistema. Contato: direitosistemico@gmail.com
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Uma resposta para Premiação do CNJ destaca conciliações no TJBA e projeto de Constelações na Justiça na Comarca de Amargosa/BA

  1. Alba Valeria Malaquias Bastos disse:

    Reconhecimento, Generosidade, por mim, pela Justiça, pela Bahia, pelo Brasil!!
    Parabéns colega!!!
    Através dos seus passos, eu vou encontrando os meus…
    Gratidão Dr. Sami.

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